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Lojas de material de construção adaptam mix e ganham fôlego.


Estimulados pelo saque das contas inativas do FGTS e agora pela liberação do 13º salário, os grandes varejistas de material de construção ganharam um fôlego na crise e traçam planos mais otimistas para 2018. Para atravessar o período recessivo, no entanto, eles precisaram adaptar o mix de produtos com itens mais acessíveis, movimento que vai continuar ano que vem.

A estratégia das redes deu certo, visto que o volume de vendas do setor deve encerrar 2017 com avanço de 5% sobre um ano antes, conforme dados da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção ( Anamaco). “Tivemos o quarto mês seguido de aumento nas vendas em relação ao ano passado. Isso é importante porque indica que a confiança do consumidor está melhor. Estamos deixando a crise para trás”, resumiu o diretor do conselho deliberativo da Anamaco, Marcos Gabriel Atchabahian.

Para aproveitar esse movimento de alta nas vendas, o grupo francês Adeo, detentor da Leroy Merlin, inaugurou recentemente a primeira parte do empreendimento que será seu “maior ‘Home Center’ na América Latina”. Com um investimento total de R$ 210 milhões, a loja, localizada em São Paulo, conta com uma nova bandeira do grupo no País: a Zôdio.

“Se a Leroy trabalha com construção, acabamento, decoração e jardinagem, a Zôdio é mais para vender itens de decoração. São dois conceitos complementares”, explicou na última semana o diretor geral da Leroy Merlin Brasil ao DCI, Alain Ryckeboer.

Além do valor investido para a reinauguração da unidade na capital paulista, a empresa ainda destinou R$ 250 milhões para a reforma e abertura de outras três lojas espalhadas pelo País.

Com projeção de faturar acima de R$ 5 bilhões este ano, a Leroy Merlin comemora o fato de não ter perdido volume de vendas ao longo do período de recessão. “As compras de materiais de construção ligadas às pequenas reformas e para embelezar a casa não caíram nas nossas lojas. Em boa parte delas, inclusive, o faturamento não caiu”, discorre.

Questionado sobre como a crise impactou os negócios da varejista, ele destaca que foram as grandes reformas e as construções. “Desde o segundo semestre deste ano, voltamos a crescer claramente e vamos fechar 2017 com quase 10% de alta. Nós estamos com o dobro de crescimento em relação ao previsto pela Anamaco”, comemora Ryckeboer.

Mudança no hábito

Segundo o diretor-geral da Telhanorte, Juliano Ohta, o comportamento do cliente mudou com a crise e o desafio dos varejistas foi ajustar a operação. “Os consumidores estão fazendo reformas menores procurando itens mais baratos. Isso está acontecendo em todas as categorias. [Neste período] temos evoluído em itens como pisos, louças, tintas, itens de decoração e organização da casa.”

Embora não tenha aberto novas unidades da Telhanorte em 2017, o Grupo Saint-Gobain, dono da operação, adquiriu a varejista de materiais de construção Tumelero– rede gaúcha com 29 lojas– este ano. Além disso, a rede francesa passou a investir em multicanalidade para impulsionar as vendas de seu e-commerce. “90% dos clientes olham os preços na internet antes de comprar em lojas físicas. Eles podem comprar no site e retirar na loja da Telhanorte. Começamos o ‘click & collect’ há mais de dois anos e temos visto bons resultados”, acrescenta Ohta.

Apesar da percepção dos varejistas de que o mercado está reaquecendo, ainda há receios quanto a 2018 – ano de eleições e Copa do Mundo. “Os meses de outubro, novembro e dezembro são o nosso ‘Natal’. Mas o ano que vem, com tantos eventos, será mais desafiador”, diz Ohta.

A temporada também foi boa para a Tintas MC, que incorporou a Aquarela Tintas ao grupo. Se a empresa tinha 43 lojas em 2015, deve terminar este ano com 92 operações, após 12 novas franquias em 2017. “Vamos abrir cerca de 30 franquias ano que vem, e outras lojas próprias”, diz o diretor de estratégia e marketing da rede, Renato Sá.

Obras grandes em queda

Na outra ponta, a Casa do Construtor, franquia especializada na locação de equipamentos para construção civil, também mudou seu modelo de atuação devido ao arrefecimento das grandes obras no País. “Se ninguém está fazendo grandes obras, as pessoas preferem reformar a cozinha, fazer algo pequeno e realizar alguns ajustes na casa. Diante dessa crise, tivemos que nos esforçar para oferecer produtos mais ligados às pequenas obras, como itens para jardinagem e limpeza doméstica”, explica o sócio da Casa do Construtor, Expedito Arena.

Fonte: DCI